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A área de risco do Opportunity tem como objetivo fiscalizar o mandato concedido
pelos clientes à instituição na gestão de seus recursos e garantir que a
filosofia de investimento dos sócios da empresa seja cumprida. Estas atividades
são realizadas sem conflito de interesses, uma vez que o Opportunity administra
somente recursos de terceiros. Trata-se de uma área integrada à mesa de
operações, mas ao mesmo tempo independente.
São efetuados diferentes tipos de controles nos portfólios, privilegiando-se a
simplicidade aliada ao bom senso. Assim evita-se o conforto ilusório dos
modelos estatísticos utilizados, que não capturam alguns dos riscos incorridos
nas operações realizadas no mercado financeiro. Os principais controles
efetuados são os de alavancagem, exposição à mercados, capital aplicado em
renda variável e limites de perdas, feitos na continuidade e na ruptura de
cenários macroeconômicos.
Para analisar o risco de mercado, ou seja, o risco associado aos movimentos de
preços, a área de risco do Opportunity utiliza os seguintes métodos, os quais
são periodicamente testados, a fim de se verificar o grau de confiança das
projeções realizadas:
. V@R Paramétrico: desenvolvido internamente, seguindo as
regras do Risk Metrics desenvolvido pelo JP Morgan.
. V@R Histórico: desenvolvido internamente, aplica aos preços
dos ativos da carteira, no instante inicial, os retornos ocorridos para cada
dia útil anterior, em um espaço de 300 dias úteis.
. Simulação de Cenários: simula a cota e rentabilidade de cada
fundo com base nos cenários definidos junto à área de Macroeconomia.
. Simulação de Stress Histórico: desenvolvido internamente,
seguindo as regras do Risk Metrics desenvolvido pelo JP Morgan,
utiliza dados de retornos de crises passadas no cálculo do V@R Paramétrico.
Os modelos utilizam a mesma base de dados que contém os preços dos ativos
constituintes das carteiras desde o início de 1997. Para o caso de ativos que
não possuam uma série histórica de tal tamanho, uma proxy apropriada é
selecionada para substituir os dados inexistentes da série.
Outros tipos de risco também são avaliados diariamente, tais como:
. Risco de crédito: a instituição é rigorosa e criteriosa na
análise de crédito, seguindo uma política de crédito extremamente conservadora,
procurando investir preponderantemente em títulos públicos federais. Vale
ressaltar que operações com títulos privados são raras, e, quando aprovadas,
somente com instituições de primeira linha.
. Risco legal: é o risco resultante da não-execução de
contratos, por falta de documentação suficiente ou incapacidade contratual. Um
risco legal adicional é associado com à falta de diligenciamento em alguns
mercados. Todas as operações que incorram em risco legal são revisadas pelo
departamento jurídico interno e por consultores externos, quando aplicável. O
investimento só é efetuado após a documentação legal estar devidamente
analisada e aprovada.
. Risco operacional: é definido como o risco associado a um
inadequado sistema de gerenciamento, controles ineficazes ou erros humanos.
Para evitar esse risco desenvolvemos um sistema de processamento, liquidação e
contabillidade completamente integrado. As operações são boletadas no sistema e
alocadas, obedecendo o critério de preço médio, aos fundos. O sistema processa
a liquidação das operações e a sua contabilização. Outro aspecto importante é a
segregação das funções entre as áreas de controle, possibilitando sempre uma
dupla checagem das operações realizadas. Periodicamente, a posição de ativos
dos fundos é analisada também por auditores internos e externos.
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